Uno com o Todo

E há o momento em que tudo muda, já nada mais será como sempre foi…

O medo assalta-nos porque desprotegidos estávamos, vivíamos na inocência de que tudo é comandado por nós, pelas nossas certezas, pelos nossos sonhos.

O futuro reinava no agora, tudo era dado como certo, tudo estava planeado ao pormenor, pouco falhava. Tínhamos mais uma vez o nosso ego a criar a mais bela história de encantar e acordados sonhávamos na esplendorosa ilusão sustentada pela mentira de que tudo sabemos.  Mas na verdade nada sabíamos, caminhávamos e respirávamos na inocência de que tudo é macio e de que nada de errado nos aconteceria… Até que a vida nos volta a ensinar que a ilusão de que tudo é idílico é a maior catástrofe a que estamos sujeitos. E somos envolvidos na desilusão… Em vez de sangue nas veias corre veneno que corrói todo o nosso interior, sentimos o murchar dos nossos órgãos tal e qual uma tempestade que se abate sobre um lindo lugar onde tudo estava aparentemente ordenado. A beleza está agora embaciada e lá no fundo uma pequena luz ténue insiste em brilhar, a chamada Fé. Bênção com que somos presenteados na condição de humanos, nunca a perderemos enquanto respirarmos, é tão certa a sua existência como o bater do nosso coração. E é com esta luz quase apagada que renasceremos para restaurar todos os danos que causamos ao nosso templo, durante o tempo que precisamos para acreditar que tudo aconteceu para, mais uma vez, termos a oportunidade de usar a força da criação.

Sem dúvida que nos vamos levantar e mediremos o tamanho da nossa força, se esse novo renascer for feito sem muletas, sem ajuda externa, só com a ajuda das nossas capacidades interiores.

Só com o controle dos pensamentos e com a purificação do orgulho, da mentira, do apego, da raiva e muito mais fragilidades que escondem as lindas potencialidades que vivem sempre connosco, como o Amor, a humildade, a entrega, a aceitação é que será possível não cair na tentação das fraquezas que nos levam à ilusão.

Tudo foi criado por nós em alguma altura da nossa existência e só acreditando que é assim o processo de crescimento da Alma é que seguiremos na direção da união com Deus, só na pura humildade e aceitação de que erramos porque estamos a aprender é que seremos dignos de voltar novamente a casa. Perfeitos, celestes, luminosos, vazios na leveza da personificação.

Na verdade somos todos Um só, neste Mundo em que habitamos, todos trabalhamos para uma Essência única e por isso cada um de nós representa um pontinho dessa grande e majestosa manifestação que, humanos que somos, não conseguimos identificar.

E Lá na Fonte inesgotável de Amor, Luz e Energia Divina, tudo é meticulosamente ordenado e para nós, Povo do planeta Terra, é-nos enviada uma leve fragrância do sublime aroma do que se respira no “Paraíso”, mas só os que estão despertos é que serão abençoados por tal “relíquia”.

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     Imagem: Bali – Indonesia

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Enquanto vivermos na ilusão da perfeição do outro continuaremos a viajar numa montanha russa… em altos e baixos, em saídas e entradas que a lado algum nos levará… e na inércia dos tempos estagnamos…  “Somos Amor, Somos o que Somos além de toda a maquilhagem, Além de todas as aparências, além de todas as vestes, além do espelho;
A nossa fusão é êxtase…
E tu és a Luz, Eu sou o que Tu és numa só Presença, num só Amor;”

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Deambulava pelos caminhos da vida…

O desejo de que este novo ano seja profundamente significativo no que toca à compaixão entre todos nós…
“Deambulava pelos caminhos da vida sedenta da verdade…
A minha mente questionava o porquê da imperfeição que os meus físicos olhos observavam…
Se tudo é belo, perfeito, porquê que não tenho Paz!
A incompreensão de quem Somos, a indignação da existência do sofrimento atormentavam-me.
Com a convicção de que mais, muito mais existia para além do que os nossos sentidos poderiam vislumbrar, uma pequena luz fundiu o meu coração. E a caminhada começou…
Hoje ainda sinto a dor que cobre a raça humana, a mágoa, a revolta, a aparente impotência para que se dê a libertação, tocam levemente os meus “corpos”. Mas rapidamente observo a “massa” de Almas que Somos e não seres com uma identidade individual e percebo que tudo faz parte para que se dê a magnífica transformação. Somos apenas “experiências” e tudo o mais é grandioso.
E só desta forma vai sendo possível atenuar o sofrimento, elevando-o a esferas superiores, entregando tudo aquilo que não tem explicação.
Acreditando que tudo tem uma razão de ser e que não nos cabe a nós julgar, vou caminhando humildemente, sem pressas para alcançar os sonhos terrenos. Pois o sonho maior é a elevação da raça humana à frequência do Amor.
Ninguém disse que viver era fácil quando vestidos de emoções, acorrentados a ilusórias obrigações, amando apenas a nossa vontade. Quanto mais colorirmos esta encenação mais dramática será a nossa Existência. Deus não complicou,
Deus não tem que ser culpado, Deus ensina o corajoso que busca pela libertação da película elaborada, Deus é simplicidade, Deus é fluidez, Deus está sempre presente. Só temos que saber viver com esta grande e única verdade para que a vida seja o que realmente é, MAGIA.
E mágicos que somos, caminhando na certeza nada mais será igual…
Seremos livres em Consciência e AMAREMOS em pureza.

in Crónicas de Uma Alma Despida

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     Imagem: Portugal

Memories Forever

…e nos momentos de maior carência aprendo Amar-me como os Amo a eles. Obrigada meus filhos por me darem a oportunidade de vos observar e de crescer aprendendo a Amar e irradiar esta aprendizagem a todos aqueles que me chegam. As vossas carências como crianças são as mesmas de tantos adultos que não foram amados e que por aí caminham na amargura…
in Crónicas de Uma Alma Despida
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Imagem: Brasil

Bravura na Aprendizagem

Nesta manhã de Novembro, a candura da luz da estrela
solar penetra a Alma confortando-a do que a matéria física
tem de escasso…E é no Agora, na contemplação do momento
existencial que a turva chama é ferozmente reacendida e
no fulgor da força do fogo renascemos e percebemos que sobrevivemos
à estagnação momentânea causada pelos pensamentos.
Seres vivos, sem corpo visível ao Homem Comum,
que quando alimentados apoderam-se da Luz, do Amor da
Paz outrora conquistada e invadem a nossa existência, desgastando-
nos, envelhecendo-nos… As lágrimas escorrem, sentimos o murchar do Divino que existe em nós. A distância
da verdade do que Somos vai aumentando e o desespero
de não a conseguirmos travar acentua o fosso da
dualidade entre o medo e o Amor. Os clamores, envolvidos
nas baixas emoções, são proferidos “Não Vaz embora por
favor! Invade novamente o meu coração! Deixa-me vibrar
novamente em Ti!” Soam a ecos vindos do fundo do poço…
E assim podemos estar horas, dias, meses, anos… Assim
podemos estar toda uma vida! Se não tivermos a coragem
de ao suplicar acreditar que Ele está sempre presente! Que
somos nós que nos afastamos, que deixamos escapar o que
de mais belo existe no nosso interior, o poder do Renascimento
impulsionado pela Força da Criação! Tudo se inverte
quando menos esperamos pois assim tem que ser, para a fecundação
da aprendizagem, muitas vezes envolvida no sofrimento, que só termina quando aceitamos que o que foi semeado
terá que ser colhido. Nesta altura nada é claro, a Fé é
diminuta… Pois tudo é perfeito quando estamos bem, quando
a nossa vida flui… Mas como sabemos existimos para evoluir e viver é experienciar, só desta forma somos capazes de
fazer a distinção entre o Bem e o Mal. Aceitar o que nos faz
sofrer, sem conflito, exige bravura ao pôr em prática aquilo
em que acreditamos quando estamos ilusoriamente felizes.
Sim, ilusoriamente! Porque a verdadeira felicidade só
é atingida quando a Paz tiver sido conquistada que acontece
quando vivemos com a consciência e prática da aceitação
que a tristeza e a alegria não podem ser levadas ao extremo.
Os extremos não conduzem ao equilíbrio… O efectivo controle das emoções, dos pensamentos e dos sentimentos leva-
-nos a um estado “Divino”… A vida não deve ser centrada
em momentos, nem em altos e baixos mas sim numa leveza
eterna em linha contínua.

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                         Imagem: Portugal